De 25 de março a 8 de maio/2017
Seg à sex das 13h às 18h, sábado, domingo e feriados das 15h às 20h
Funarte SP- Alameda Nothmann, 1058 – Campos Elíseos, São Paulo / SP
(Bate papo e lançamento do catálogo com participação de Cauê Alves: 29/04 às 15h)

Artista visual mineiro inaugura sua primeira exposição individual em São Paulo.

A efemeridade do tempo ganha contornos poéticos na mostra Tempo-Revés. A exposição estabelece formas metafóricas de percepção da duração, do acúmulo e do desgaste, aspectos inevitáveis diante da fugacidade do tempo. Para tanto, o artista parte de um objeto comum ao dia a dia dos visitantes – o calendário físico, de papel.

Este é o caso da instalação de grandes dimensões formada inteiramente por páginas de “folhinhas”, das quais foram extraídas todas as referências temporais. O resultado é uma delicada renda de papel milimetricamente recortada que ocupa grande parte do espaço expositivo. Ao todo, 31 calendários compõem a instalação, um para cada ano de vida do artista, em um total de 372 páginas suspensas.

Para Dupin, “este gesto simbólico de retirada dos dias, meses e anos presentes nos calendários aponta, dentre outras coisas, para a abstração presente nos mesmos e nossa incansável tentativa de representar o tempo e mensurá-lo. Suspensa a possibilidade de localizar-se, resta-nos um passado impossível do que não ocorreu e a espera de um futuro sempre por vir”, comenta.

Além da instalação, esta também será a primeira vez que o público poderá conferir outra obra do artista. Trata-se da série Despojos, composta por fotografias que trazem o registro do acúmulo das partes retiradas de cada calendário. Completam a exposição as obras Tempo-revés (caixas), desdobramento da instalação em que cada calendário cortado é disposto individualmente em molduras e, por fim, a série sem título de sete aquarelas de tamanhos variados que apresentam imagens criadas pelo artista, nas quais objetos cotidianos são representados em situações inusitadas.

Dupin iniciou a série de trabalhos que compõem Tempo-Revés” em 2013 durante uma residência artística na Inglaterra. Embora esta seja a primeira vez que o objeto em si sirva como suporte para o trabalho, tanto o calendário quanto a noção de “Tempo” aparecem com certa frequência em sua trajetória artística, que completa dez anos em 2017. As séries “livro-paisagem” (2010), “homenagens” (2011) ou , na instalação “O Trabalho dos Dias” (2010), exemplificam bem o envolvimento de Dupin com o tema e o objeto.

A mostra, que tem entrada gratuita, conta ainda com a possibilidade de visitas guiadas e com projeto de acessibilidade para deficientes visuais desenvolvido por Felipe Falcone em parceria com o artista. Ao longo da exposição estão previstos o lançamento de um catálogo contendo imagens das obras e texto do crítico e professor Eduardo Jorge, além de um bate-papo entre o artista e Cauê Alves,  curador, entre outras, da exposição da última edição do Bolsa Pampulha (BH), na qual Dupin participou com a obra Paratextos. Quem assina o texto de abertura de Tempo-Revés é a artista Laura Belém.

Sobre Lucas Dupin  – Nasceu em 1985, em Belo Horizonte (MG),  onde vive e trabalha atualmente. Dupin já foi agraciado no Prêmio de Residências Artísticas da FUNDAJ e, em anos anteriores, no 2º Prêmio Energias na Arte, no Instituto Tomie Ohtake, no Concurso Olheiro da Arte, e no Prêmio Interações Florestais em Terra UNA (2010). Sua pesquisa artística transita por diferentes linguagens como a fotografia, o desenho, a instalação e o vídeo. Um dos interesses mais evidentes de Dupin reside na observação da passagem e efemeridade do tempo. Dupin já foi agraciado no Prêmio de Residências Artísticas da FUNDAJ e, em anos anteriores, no 2º Prêmio Energias na Arte, no Instituto Tomie Ohtake, no Concurso Olheiro da Arte, e no Prêmio Interações Florestais em Terra UNA (2010). Em 2015, o artista expôs Entre-Relevos, O artista foi um dos dez selecionados, em 2016, para a sexta edição Bolsa Pampulha. A Feira Hippie, uma das maiores feiras abertas de BH e da América Latina, foi o ponto de partida para o processo criativo. Ao final da residência, o artista expôs no Museu de Arte da Pampulha (MAP) uma vídeo-instalação com imagens desse processo projetadas em uma barraca, cuja cobertura e laterais continham uma espécie de colcha de retalhos composta por doze lonas originais, cada uma de um setor específico da feira. Em 2017, além de Tempo-Revés, suas obras estarão presentes na feira SP-Arte, por meio da Periscópio, galeria que o representa em Belo Horizonte e que receberá, em agosto, exposição individual inédita de Dupin.(www.lucasdupin.com.br).

Funarte SP – Alameda Nothmann, 1058 – Campos Elíseos, São Paulo / SP