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| Páscoa com chocolates e sem culpa! A Páscoa não deve ser encarada como uma ameaça às dietas. É motivo de festa e encontro entre amigos e familiares. Como toda data festiva, o cardápio envolve alimentos mais calóricos e oportunidades de degustá-los em maior quantidade... Há uma preocupação com as múltiplas ofertas nos corredores dos supermercados, que montam túneis com as mais variadas marcas e tamanhos de ovos de Páscoa, fazendo com que balancem todas as promessas de contenção de gastos e de calorias... O prazer do chocolate Apresentar-se como chocólatra parece mais uma resposta ou explicação para aliviar nossa culpa por não conseguirmos lidar com a dificuldade de controlar nosso consumo de chocolate. Não precisamos abolir o consumo desta iguaria, desde que consigamos comê-lo moderadamente, pois trata-se de um alimento muito calórico e rico em gordura saturada. “O que transforma a Páscoa num risco real à boa forma é o hábito de fazer dela uma oportunidade de consumo exagerado de chocolates, com o aval da festa. Às vezes, o consumo extra pode perdurar meses, até que o estoque infindável de ovos termine. Nesse caso, não há como se livrar da culpa e dos quilinhos a mais”, afirma endocrinologista Ellen Simone Paiva, diretora do Centro Integrado de Terapia Nutricional, Citen . Apesar disso, nada nos impede de escolher o nosso chocolate preferido e saboreá-lo com prazer. Pode ser ao leite, crocante , trufado , branco, meio amargo ou os recheados, desde que o consumo não exceda a cota calórica, que inviabiliza qualquer projeto de manutenção do peso. Perder peso consumindo chocolate não será um projeto fácil de ser viabilizado. É melhor aguardar a festa passar antes de iniciar a dieta. “As crianças, normalmente, são as grandes vítimas dessa festa. São acostumadas, desde muito cedo, a receber ovos da madrinha, dos avós, dos pais e dos tios. Todos muito bem intencionados, querendo presenteá-las com o maior e o mais novo lançamento do mercado, mas criando um verdadeiro vício de consumo, que dificilmente será resolvido na vida adulta”, destaca a médica. O chocolate é, sem dúvida, um dos alimentos que mais engordam. Se já sabemos que uma criança em cada quatro precisa perder peso, não podemos manter a tradição de presentear a todos com os hipercalóricos ovos de Páscoa. Ellen Paiva sugere que as famílias realizem um “ovo oculto”, onde cada parente ou amigo receba apenas um ovo de chocolate. “Os pais também precisam dar o exemplo, comprando apenas um ovo para cada familiar”, completa. O chocolate, de uma maneira geral, pode conter de 550-580 calorias por 100g. Os ovos de Páscoa não fogem à essa regra. “Dentre os ovos industrializados mais conhecidos não existe a versão light. A versão diet encontrada nos supermercados não apresenta vantagem alguma sobre os ovos convencionais, a não ser para os pacientes diabéticos e para os que necessitam de uma redução do açúcar em suas dietas”, explica a especialista. Mesmo assim, os ovos diet têm geralmente maior teor de gorduras totais e de gordura saturada, em especial. “O que torna questionável o seu consumo por parte desses pacientes, que muitas vezes, necessitam mais reduzir o consumo de gorduras do que o consumo de açúcar”, diz a médica, que também é nutróloga . Compare, a seguir, a quantidade de calorias e gorduras em alguns dos ovos mais comercializados durante a Páscoa:
“Os valores entre parênteses se referem aos produtos não diet da mesma marca, do mesmo fabricante. Podemos notar que o valor calórico não compensa a troca, muito menos a quantidade de gorduras totais e de gordura saturada”, explica Ellen Paiva. O chocolate contém também componentes nutricionais importantes, principalmente na sua versão amarga. São os polifenóis, antioxidantes, também presentes no vinho tinto, nas frutas vermelhas, no chá verde e na cebola. Essas substâncias causam redução dos radicais livres nas células, aquelas substâncias relacionadas ao envelhecimento e à morte celular. “Uma barra de 40 gramas de chocolate amargo contém cerca de 200mg de polifenóis, quantidade semelhante àquela encontrada em uma taça de vinho tinto. Entretanto, esse tipo de chocolate é mais calórico por ter uma concentração maior de cacau. Seu consumo não deve ultrapassar 10g ou 60 calorias/dia em situações normais sem festa”, recomenda a endocrinologista. Colombas pascais Tão tentadoras quanto os panetones no Natal, são as colombas na Páscoa... “As colombas pascais, por mais incrível que isto possa parecer, conseguem ser tanto ou mais calóricas que os ovos de Páscoa”, afirma a nutricionista Amanda Epifanio , que integra a equipe clínica do Citen . Com uma média de 200 a 250 calorias por uma fatia de 60g, essas iguarias contêm uma quantidade enorme de gordura saturada, e o que é pior, de gordura trans hidrogenada, o que já contra-indica seu consumo, mesmo em pequenas quantidades. “Para uma tolerância de ingestão diária de até 2,0g ao dia de gordura trans hidrogenada em uma dieta de 2000 calorias diárias, as colombas conseguem ter até 3,5g desse tipo de gordura por fatia de 60g. Não vale a pena tê-las em nossa mesa de Páscoa. Recomendamos isto pela saúde do coração, que é o maior prejudicado com a ingestão desse tipo de gordura”, informa a nutricionista. Um pouco de bacallhau ? Mantendo a tradição do peixe da Sexta-Feira Santa, o bacalhau é bem vindo por todo o seu potencial nutritivo. É rico em vitamina B 1, vitamina D, sódio, magnésio, proteínas, além de ácidos graxos ômega 3 e ômega 6 que são grandes aliados na prevenção de doenças cardiovasculares, as gorduras benéficas que não aumentam o colesterol sangüíneo. As bacalhoadas são pratos muito saborosos e saudáveis e podem fazer parte do nosso cardápio de Páscoa sem grandes temores. “Para tanto, vale a receita infalível dos nossos ancestrais portugueses: bacalhau com batatas, cebola, pimentão, alho, tomate e azeite. Evite as variações com leite de côco, creme de leite, manteiga, queijos e ovos, que aumentam muito o valor calórico, o teor de gordura saturada e o colesterol”, recomenda Amanda Epifanio . Pensando apenas no azeite, já há motivos para preocupação com as calorias do prato, uma vez que 100g dele confere quase 900 calorias à receita, como toda gordura, seja ela um óleo vegetal ou banha de porco. “Para reduzir as calorias, basta reduzir a medida de azeite indicada na receita, com objetivo de obter um prato saboroso, mas menos calórico”, aconselha a nutricionista. O CITEN - Centro Integrado de Terapia Nutricional – é uma clínica voltada à terapia nutricional de doenças crônicas em nível ambulatorial. Está apta a atender adultos e crianças, pois conta com equipe multidisciplinar altamente qualificada composta por médicos, nutricionistas, psicólogos e psicanalistas, devidamente credenciados junto às sociedades e instituições de classe nacionais e internacionais. CITEN - Centro Integrado de Terapia Nutricional - Rua Vergueiro, 2564 - Cj63/64 - Vila Mariana - São Paulo-SP Tel (11) 5579 1561 / 5904 3273. |
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